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segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

LEMBRE-SE DAS PALAVRAS DE JESUS “NO MUNDO TEREIS AFLIÇÕES, MAS TENHA BOM ÂNIMO! EU VENCI O MUNDO, E VOCÊ O VENCERÁ TAMBÉM!!”.



Em nossas vidas passamos por conflitos diários de todas as naturezas, mas sem dúvidas aquele que mais nos aflige são nossos próprios pensamentos, nossa mente vive nos colocando sob pressão, e isso não é bom nem para nossa saúde física e muito menos espiritual.

Precisamos entender que estamos no mundo e que temos problemas, mas temos que aprender a lidar com eles, e sem olhar para os lados para medir se o problema do meu vizinho é menor ou maior do que o meu. Afinal, uns tem saúde, mas não tem dinheiro, outros tem dinheiro, mas não tem saúde! Outros ainda tem dinheiro e saúde, mas não tem amigos nem família, ou seja, não tem com quem compartilhar a vida “quer coisa mais triste?”.

Nossa fé vem do Criador! Temos que ter esperança na vitória. Olhe para sua vida ao longo dos anos e reflita quantas vezes Deus já te levantou, seja do lamaçal do pecado ou das adversidades do dia a dia com a escassez de saúde, de amizades ou de recursos para sustentar a sua casa. Mas você está vivo(a) não é mesmo? Isso é graças ao bom Deus que te sustenta!

Ele sabe de todas as suas lutas, temores e dificuldades. A única coisa que Ele quer de você, é que você o deixe agir em sua vida. Pare de lutar “fisicamente” contra problemas que muitas vezes não tem solução. Busque a Deus em oração, coloque nas mãos d’Ele a sua dificuldade, abra o seu coração com Deus, feche a porta do seu quarto e em secreto ore ao Pai e Ele em secreto o responderá.

Tenha na sua mente que nenhuma luta ou causa é perdida para Deus! Vou te ensinar uma coisa que aprendi, e espero que seja útil a você também!

Quando for orar, anote sua oração em um caderno, faça um diário de orações. É muito importante que você materialize os seus pensamentos, desejos, anseios e necessidades. É claro que Deus escuta seus pensamentos e uma oração mental chega ao Pai, mas quando você materializa os seus pensamentos, eles se tornam concretos, sempre anote os tópicos de sua oração, inclusive com as datas. Eu tenho certeza que um dia você irá pegar o seu caderno para fazer orações de agradecimento por melhorias em sua vida e vai olhar as folhas mais antigas e se sentir feliz por saber que tempos atrás estava apenas pedindo, mas hoje pode agradecer!

Não que não se deva agradecer pelo hoje, mesmo em meio a qualquer tribulação na sua vida agradeça, pois o sentimento de gratidão é recompensador.

MIGUEL BOENTE

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Provocações de atacante do Flamengo e técnico do Botafogo marcam o clássico



A rivalidade entre Flamengo e Botafogo foi um componente a mais e gerou reações exaltadas de integrantes das duas equipes no clássico realizado neste domingo no Maracanã. O atacante Gabigol, do Flamengo, e o treinador do Alvinegro, Eduardo Barroca, fizeram provocações durante o duelo.

Ao marcar o segundo gol do Flamengo na partida, o atacante Gabigol fez a comemoração do "chororô", velha provocação que os rubro-negros fazem aos alvinegros desde o tricampeonato carioca conquistado pelo clube da Gávea sobre o de General Severiano nos anos de 2007, 2008 e 2009.

Os alvinegros não deixaram barato e responderam logo após o gol de Diego Souza, que empatou a partida. O técnico Eduardo Barroca ao comemorar o empate correu para cima de alguns rubro-negros e fez um gesto similar ao do "chororô".

JORNAL O DIA

OPINIÃO DE MIGUEL BOENTE: Toda provocação é válida desde que fique dentro das quatro linhas. O futebol sempre teve esse tipo de gozação! O que ocorre nos dias de hoje é que infelizmente boa parte dos torcedores querem descontar as suas frustrações de vida, e quando encontram um "motivo" querem logo partir pra violência.

A verdade é que a graça do futebol é a gozação, até por que no esporte um dia é da caça e o outro do caçador. Entre Flamengo e Botafogo por exemplo já houve o episódio onde o alvinegro goleou o Flamengo por 6x0 e durante muito tempo ficou alimentando a rivalidade por conta deste feito, até que em determinada data o rubro negro devolveu a goleada e não se falou mais no assunto.

Assim como na vida, o esporte segue o mesmo caminho, um dia se esta por cima e outro por baixo, quem tá por cima aproveita pra provocar, e quem esta por baixo aguenta "ou não" mas o lado que tira onda também deve saber encarar de boa quando vier do lado de lá.

sexta-feira, 19 de julho de 2019

MIGUEL BOENTE: Reflexão sobre as eliminações de Palmeiras e Flamengo na Copa do Brasil



Na última quarta-feira, dois dos maiores clubes do futebol brasileiro se despediram da disputa da Copa do Brasil 2019.

Em Porto Alegre o Palmeiras precisava de um empate para eliminar o Internacional de Paolo Guerrero, mas o time palestrino perdeu no tempo normal por 1x0 e nas penalidades máximas o time acabou sendo eliminado do torneio.

Já no Rio de Janeiro, o Flamengo precisava de uma vitória por qualquer placar, que avançaria a fase semifinal da competição.

Ambos times decepcionaram suas torcidas sendo eliminados, cada um com sua particularidade! No caso do Palmeiras, o que mais chamou a atenção da crítica da imprensa principalmente paulista foi o fato de um time com o poderio do verdão entrar em campo para garantir um empate, quando poderia tranquilamente “pelos jogadores que tem” tentar ir pra cima e quem sabe marcando um gol, desestabilizar o time do Inter e tirar a confiança do seu torcedor, o fato é que isso não aconteceu!

Até o gol do colorado o time paulista se quer tinha finalizado a gol, abdicou da partida praticamente os 90 minutos, e mesmo depois que tomou o gol, só finalizou uma vez a meta do Inter com Dudu.

Indo pros Pênaltis, pode acontecer qualquer coisa! Não que pênalti seja loteria como muitos dizem, na realidade Pênalti é competência tanto de quem cobra como de quem defende.

No fim deu Inter em Porto Alegre, o time gaúcho vai enfrentar o Cruzeiro em uma das semifinais, a raposa perdeu por 2x0 para o rival Atlético, mas como havia vencido no Mineirão por 3x0 ficou com a vaga no placar agregado.

Já no Rio de Janeiro, a maioria da torcida do Flamengo estava no clima de oba, oba, alguns até desrespeitando o time do Athletico. Eu, porém, sempre disse que qualquer vitória de meio a zero que desse a classificação ao Flamengo estava de bom tamanho! Pois sem dúvida nenhum o Athletico é um dos times que joga o melhor futebol no Brasil, e não é de hoje.

Ano passado o time ganhou a Copa Sul-Americana jogando muita bola, e esse ano dentro da fase de grupos da Copa Libertadores deu show por exemplo no Boca na Arena da Baixada.



O primeiro ponto negativo contra o Flamengo foi a ausência de Bruno Henrique da escalação, pois o jogador seria fundamental para puxadas de contra ataques, sem falar que é um excelente finalizador e goleador, tanto que briga gol a gol com Gabriel pela artilharia geral do Flamengo na temporada. Mesmo assim o jogo começou a caráter pro flamengo, que nos primeiros minutos foi pra cima dos paranaenses e teve duas oportunidades claras de gols evitadas pelo goleiro Santos. Uma em uma cabeçada de Arrascaeta e outra num chute de Lincoln que obrigou o goleiro a fazer uma defesa de futsal.

O Flamengo vinha dominando a partida até que Arrascaeta teve que ser substituído por lesão, o uruguaio mesmo em poucos minutos já se destacava como melhor em campo, chamando a responsabilidade, dando bons passes, se deslocando e aparecendo na área pra finalizar.

Com a entrada de Vitinho o Flamengo perdeu uma de suas principais armas, a partir daí o Athletico começou a equilibrar a partida, também levando perigo ao gol do Flamengo por duas oportunidades.

Na segunda etapa o roteiro se repetiu, o Flamengo partiu pra cima do Athletico em busca da marcação do primeiro gol e empurrou os paranaenses para o seu campo defensivo “o detalhe é que tanto no primeiro, como no segundo tempo o Flamengo praticamente não tomou as bolas longas nas costas da defesa como havia tomado no primeiro jogo” foi então que Vitinho “mesmo jogando mal” fez uma bela jogada individual e cruzou, E. Ribeiro escorou de cabeça e Gabriel fez o gol do Flamengo.

A partir daí o Athletico não sentiu o gol, pelo contrário, seu treinador fez 3 substituições bem ofensivas e foi pro tudo ou nada. E acabou empatando a partida em uma das poucas vezes que teve espaços nas costas da defesa do Flamengo.

Depois do gol só deu Athletico, que poderia ter passado a frente do marcador em algumas oportunidades, mas o jogo ficou mesmo no 1x1 e foi pros pênaltis.

Na decisão por pênaltis “como disse no caso do Palmeiras” não é loteria, é competência! E competência foi tudo que faltou aos jogadores do Flamengo!!

Primeiro com a molecagem de Diego, que quis dar uma de Alexandre Pato e recuou a bola nas mãos do goleiro Santos. Uma cobrança displicente do meia e capitão do Flamengo “que pode ter selado a sua passagem pelo clube, pois o torcedor não perdoa o que ocorreu”. E isso é fácil de se entender! Se o jogador dá um bico forte no ângulo e o goleiro faz uma defesa de cinema, todos iriam ficar calados, pois mesmo perdendo o pênalti teria sido mais mérito do goleiro adversário do que incompetência do batedor, porém, ao bater o pênalti daquela maneira absurda “mesmo que entrasse por sorte” Diego causou ira de 100% dos torcedores.

Sinceramente, não apenas como torcedor, mas como alguém que milita no esporte a muito tempo e já viu casos parecidos como esses não só no próprio Flamengo, mas também em outras equipes, fica meio insustentável a permanência do atleta no clube!

Isso deve “e será” sentido no próximo jogo do Flamengo no Rio, caso ele seja escalado, ou que venha do banco, em seu primeiro toque na bola o jogador vai ser vaiado e xingado, com certeza!

Vale lembrar que Diego sempre foi um jogador que dividiu opiniões entre torcedores e membros da crítica esportiva no Flamengo. Em sua primeira temporada na equipe no ano de 2016 o jogador chegou com tudo e justificou o investimento, mas de 2017 pra cá, vem em queda livre colecionando insucessos e fracassos com a camisa do Flamengo, inclusive como batedor oficial de pênaltis da equipe. “Com certeza depois do ocorrido, sendo o técnico do Flamengo quem é, Diego não bate mais pênaltis, se é que será escalado”.

Alguns podem perguntar, mas Vitinho e Everton Ribeiro também perderam, e aí?  Falando como analista, Vitinho e Everton erraram tentando acertar, Vitinho perdeu o pé de apoio na hora da cobrança, mas bateu forte buscando o canto alto do goleiro, talvez se não fosse o escorregão, tivesse convertido a penalidade.

Já Everton Ribeiro também bateu mal, mas bateu tentando acertar, e tem que se dar os méritos ao goleiro Santos que foi muito bem pro canto e defendeu a cobrança.

O que se tira de lição dessas duas eliminações? Ambos os times tem cofres abarrotados de dinheiro, elencos recheados, mas algumas coisas tem que ser levadas em consideração.

O time do Palmeiras é uma equipe mais pronta, tem seu técnico a bom tempo e base mantida de campeonatos anteriores com acréscimo de jogadores que chegaram esse ano, por isso a crítica em termos de eliminação foi mais pesada em cima do Palmeiras do que do próprio Flamengo, pois se comparar os dos jogos, a postura do Flamengo foi de trocação nos dois jogos, ambos os times se atacando em busca da vitória, mas aconteceram dois empates.



Já no caso do Palmeiras, a equipe poderia ter partido do mesmo princípio, mas preferiu ficar esperando os 90 minutos passarem e jogar com o regulamento de baixo do braço, e acabou sendo punido por sua covardia e omissão da partida. “Sem tirar claro os méritos do Internacional que buscou a vitória o tempo todo.

QUAL A LIÇÃO QUE FICA, E O QUE VEM PELA FRENTE PARA AS DUAS EQUIPES?

Os dois times ainda tem objetivos parecidos na temporada. Ambos estão nas oitavas de final da Copa Libertadores da América, e seguem firme no campeonato brasileiro em busca do título.

Todo mundo sabe que é muito complicado conquistar todas as taças dentro do futebol brasileiro, não só por condição das equipes, mas também pelo fato de se ter muitos jogos, “quarta, domingo” sem tempo de recuperação e sem tempo para treinamentos.

Financeiramente as equipes deixam de faturar, tanto com a cota da CBF quanto a bilheteria de pelo menos mais um jogo “que seria a semifinal”, mas a vida e a rotina seguem normalmente nos dois clubes.

Se há um lado bom nas eliminações, será os meios de semana folgados da Copa do Brasil que os times terão para treinar e recuperar atletas lesionados.

Mas a rotina de jogos pesados continua, vamos ver na prática nos próximos jogos o quanto sentiram “se sentiram” a eliminação da Copa do Brasil as equipes de Flamengo e Palmeiras.

POR MIGUEL BOENTE

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Mengão amassa o Goiás na estreia de Rafinha, com direito a exibição de gala de Arrascaeta - Por Miguel Boente



Quem assistiu a partida de quarta feira pelas quartas de final da Copa do Brasil e desandou a fazer críticas ao time do Flamengo sem argumentações sólidas, teve que engolir a língua.

Pois é, futebol tem disso! Teve muito “torcedor” do Flamengo “os nutelinhas” que não pouparam críticas ao time e ao recém-chegado técnico Jorge Jesus.

Os comentários mais lights diziam “treinaram um mês pra apresentar só isso? Esse portuga não é de nada!”. Pois bem, primeiro que criticar um trabalho no primeiro jogo é no mínimo burrice, pra não beirar a insanidade, o fanatismo.

Realmente contra o Athletico o time carioca apresentou alguns defeitos “como já descrevi no artigo sobre este jogo”, mas esses torcedores não levaram em consideração o fato que realmente era o primeiro jogo, e ainda no campo do adversário, um time ajustado como o do Athletico, eu achei o empate ótimo!

Mas o que se viu ontem no lotado Maracanã “o que não é mais novidade, tratando-se da torcida do Flamengo” diante de mais de 65 mil torcedores foi um time aguerrido, com atitude e fome de futebol, fome de gols, fome de uma bela atuação para presentear a torcida.

Logo nos primeiros minutos o Flamengo marcou pressão a saída de bola do Goiás, a blitz resultou no primeiro gol de Arrascaeta. Rafinha também mostrou suas credencias quando no primeiro lance com a bola aplicou dois chapéus e em seguida conduziu a bola com a cabeça dando alguns toques até ser derrubado, a bola sobrou para Gabriel que encheu o pé para uma bela defesa do goleiro do Goiás.



O time esmeraldino conseguiu um empate graças a uma falha técnica do zagueiro Rodrigo Caio que ao tentar atrasar a bola para o goleiro Diego Alves acabou tocando curto, Kayke se aproveitou bem do erro do zagueiro e bateu forte para empatar a partida.

A partir deste momento o Goiás começou a gostar do jogo e quase virou a partida quando seu goleiro em uma bela reposição de bola achou o atacante Michael sozinho no campo de ataque, ele fez a finta pra cima de Léo Duarte e chutou forte na trave.

Mas o Flamengo continuou marcando em cima a saída de bola do Goiás e em grande jogada de Arrascaeta que deu o passe por entre as pernas do defensor goiano a bola encontrou Trauco que bateu cruzado, Bruno Henrique chutou pro gol, a bola ainda resvalou no pé do goleiro do Goiás e entrou, Flamengo 2x1.

Por incrível que pareça, ao contrário de outros tempos, o Flamengo fez 2x1 e começou a agredir mais ainda na marcação, Gabriel roubou a bola e levou no fundo, cruzou pra trás, a zaga do Goiás não conseguiu cortar, a bola veio para Arrascaeta que dominou e sem medo de ser feliz soltou uma bomba de bico para fazer 3x1 pro Flamengo.

O 4º gol foi marcado ainda no primeiro tempo, o terceiro de Arrascaeta, que em uma tentativa de cruzamento viu a bola entra no ângulo oposto da meta goiana, 4x1 Flamengo “terceiro do uruguaio na partida”.



No segundo tempo o Flamengo manteve o ritmo, o que chamou muito a atenção da mídia esportiva e do torcedor, pois em outros tempos o Flamengo quando conquistava vantagens até menores que essa praticamente abdicava do jogo, ficava esperando o tempo passar, e muitas vezes era penalizado por sua falta de gana em matar os jogos tomando empates e até viradas.

No segundo tempo quem continuou brilhando foi Arrascaeta, mas Gabriel ainda apareceu para fazer dois gols e fechar a conta para o Flamengo por 6x1.

O detalhe é que essa goleada só não foi maior, graças as intervenções do goleiro do Goiás que pegou muito. Só nos últimos 10 minutos ele fez quatro defesas fundamentais, uma na bicicleta do meia Diego, um chute forte de Vitinho e outras duas finalizações fortes e certeiras de Everton Ribeiro. O prejuízo para o time goiano poderia ter sido bem pior!



ESTREIAS: Tivemos em tese duas estreias nesta partida, uma delas a do técnico Jorge Jesus que pode pela primeira vez sentir a emoção de comandar sua equipe diante da massa rubro negra. Ao término da partida o português fez questão de levar todo o elenco para o centro do gramado para agradecer a presença da torcida que lotou o maraca.

Jorge Jesus teve participação atuante durante os 90 minutos, mal se sentou, cobrou o tempo todo um bom desempenho da equipe, e principalmente que o time continuasse indo pra cima do adversário mesmo com um placar elástico. Está muito claro para todos que a filosofia de trabalho de Jesus “ao contrário de muitos técnicos brasileiros com mentalidade retranqueira e atrasada” que o jogo só acaba quando termina. Mesmo em tese a equipe já tendo a garantia dos 3 pontos o técnico exigiu que o Flamengo realmente amassasse o Goiás em busca de mais gols, isso com certeza era algo que o time carioca precisava, essa volúpia ofensiva.



Sobre o lateral Rafinha, o jogador em campo já deu o recado para os críticos que disseram que o atleta vinha pro Flamengo a passeio. Rafinha além de agregar na parte técnica com muita qualidade com a bola no pé, também é fundamental na parte tática devido a sua grande experiência no futebol Europeu, ele, em campo será de grande importância para o time e para o técnico, e eu não me surpreenderia se nos próximos meses ele assumisse a posição de capitão da equipe carioca, pois demostrou já em sua primeira partida um grande espírito de liderança, e comandou o time taticamente dentro de campo distribuindo orientações aos companheiros que prontamente o atenderam. A tendência é que Rafinha melhore a cada jogo, pois vai pegar mais entrosamento com os companheiros, assim como irá lidar melhor com o plano de jogo de Jesus.



Outra “estreia” foi a de Arrascaeta! Claro que mais em tom de brincadeira, mas podemos dizer que finalmente o uruguaio desabrochou com a camisa rubro negra. Não apenas pelos 3 gols, mas pelas assistências e movimentação em campo. Alto índice de acerto de passes, cavou várias faltas, finalizou outras tantas bolas no gol. Arrascaeta sem sombra de dúvidas foi o melhor jogador do Flamengo em campo na manhã do último domingo.



NOTAS DOS JOGADORES DO FLAMENGO;

DIEGO ALVES – 6.5, O GOLEIRO NÃO FOI MUITO EXIGIDO NA PARTIDA, NÃO TEVE RESPONSABILIDADE NO GOL DO GOIÁS, ATUOU BEM QUANDO PRECISOU SAIR DA ÁREA COMO LÍBERO DESARMANDO O ATAQUE DO GOIÁS ALGUMAS VEZES.

RAFINHA – 8.5, O LATERAL IMPRESSIONOU NA ESTREIA! FEZ JOGADAS DE EFEITO, PRATICAMENTE NÃO ERROU NENHUMA JOGADA. SÓ TEVE ALGUMA DIFICULDADE NA MARCAÇÃO DEVIDO AO ESTILO DE JOGO DA PRÓPRIA EQUIPE.

LÉO DUARTE – 6.0, O ZAGUEIRO TEVE MUITAS DIFICULDADES PARA FAZER A COBERTURA NAS SUBIDAS DE RAFINHA AO ATAQUE, E TAMBÉM FOI DOMINADO NA MAIORIA DAS JOGADAS DE MANO A MANO COM O ATACANTE MICHAEL DO GOIÁS.

RODRIGO CAIO – 7.5, APESAR DE TER ERRADO CLARAMENTE NO GOL DO GOIÁS, O ZAGUEIRO NÃO ERROU MAIS NADA NO JOGO, DESDE DESARMES, PASSES, SITUAÇÕES DE MANO A MANO, E AINDA APOIOU O ATAQUE EM ALGUMAS OCASIÕES, POR ISSO AINDA MERECEU A NOTA MESMO TENDO “DADO” A BOLA DO GOL DO ESMERALDINO.

TRAUCO – 8.0, SE TEVE UM JOGADOR QUE APROVEITOU BEM A OPORTUNIDADE DE SER TITULAR CONTRA O GOIÁS, ESSE FOI O PERUANO TRAUCO! COM MORAL ELEVADA DEVIDO A ELEIÇÃO COMO MELHOR LATERAL ESQUERDO DA COPA AMÉRICA TRAUCO FOI IMPORTANTÍSSIMO PARA O FLAMENGO NAS SUBIDAS AO ATAQUE! DEU INCLUSIVE ASSISTÊNCIA PARA O GOL DE B. HENRIQUE. TRAUCO AINDA CARECE DE ALGUMA HABILIDADE DEFENSIVA, MAS COMO NESTA PARTIDA ESSE LADO FOI POUCO EXIGIDO, TRAUCO PODE TER SIM CONQUISTADO A CONFIANÇA DE JESUS PARA O RESTANTE DA TEMPORADA.

WILLIAN ARÃO – 6.5, APESAR DAS VAIAS NA HORA DO ANUNCIO DA ESCALAÇÃO NO LUGAR DE CUÉLLAR, ARÃO SE MOSTROU BEM EM CAMPO, FEZ UMA ATUAÇÃO SEGURA, NÃO ERROU NAS SAÍDAS DE BOLA E FOI BEM NAS COBERTURAS. O VOLANTE SÓ NÃO FOI MUITO VISTO NO CAMPO DE ATAQUE “A NÃO SER EM BOLAS PARADAS” POR ESTAR NA POSIÇÃO DE PRIMEIRO VOLANTE, O ESQUEMA TÁTICO DE JESUS INIBIU A SUBIDA DO CAMISA 5 AO CAMPO OFENSIVO DURANTE OS 90 MINUTOS.

DIEGO RIBAS – 7.0, O MEIA DIEGO JOGOU EM UMA POSIÇÃO MAIS RECUADA, NORMALMENTE ONDE JOGA ARÃO, O MEIA QUE ATUOU COMO SEGUNDO VOLANTE TEVE UMA ATUAÇÃO DISCRETA NO JOGO, NÃO COMPROMETEU, MAS TAMBÉM NÃO FEZ NADA QUE MERECESSE UM DESTAQUE ESPECIAL. MAS MOSTROU MUITO EMPENHO, DESEMPENHANDO BEM O PAPEL DE SEGUNDO VOLANTE FAZENDO DESARMES VÁRIAS VAZES NO CAMPO DEFENSIVO DO FLAMENGO. NO ATAQUE TEVE ALGUMAS COBRANÇAS DE FALTAS NÃO MUITO BEM EXECUTADAS, E COM A BOLA ROLANDO PRATICAMENTE NÃO TEVE CHANCES DE FINALIZAR AO GOL DO GOIÁS, A NÃO SER NA EXCELENTE BICICLETA APLICADA QUASE AO FINAL DA PARTIDA.

ARRASCAETA – 10, O MEIA ARMADOR DESTRUIU A PARTIDA SENDO DISPARADO O MELHOR JOGADOR EM CAMPO! FORA OS TRÊS GOLS, ARRASCAETA PARTICIPOU DOS OUTROS TRÊS DE FORMA DIRETA OU INDIRETA COM ASSISTÊNCIAS, OU DANDO PASSES PARA QUE OS COMPANHEIROS DESSEM O ÚLTIMO PASSE PRA GOL “COMO NO GOL DE B. HENRIQUE NA ASSISTÊNCIA DE TRAUCO. ALÉM DISSO O URUGUAIO FOI AGUDO, PARTIU PRA CIMA DA DEFESA DO GOIÁS SEM GUARDAR POSIÇÃO, SOFREU ALGUMAS FALTAS IMPORTANTES NA PARTIDA. ATUAÇÃO IRRETOCÁVEL, MELHOR DELE COM A CAMISA DO FLAMENGO!

EVERTON RIBEIRO – 7.5, OUTRO QUE TEVE UMA ATUAÇÃO DISCRETA NA PARTIDA, PORÉM, NAS VEZES EM QUE FOI EXIGIDO CORRESPONDEU A ALTURA ERRANDO POUCOS PASSES E FINALIZANDO BEM AO GOL DO GOIÁS. PODERIA TER FEITO UM OU DOIS GOLS SE NÃO FOSSEM AS BELAS DEFESAS DO GOLEIRO ESMERALDINO.

BRUNO HENRIQUE – 8.0, O ATACANTE RUBRO NEGRO ESTEVE BEM DURANTE A PARTIDA, SE MOVIMENTOU BEM E FEZ O SEGUNDO GOL DO FLAMENGO. SÓ NÃO RECEBE UMA NOTA MAIOR POIS PERDEU UM GOL INACREDITÁVEL EM UMA ASSISTÊNCIA DE RODINEI PRATICAMENTE DENTRO DA PEQUENA ÁREA ISOLANDO A BOLA NAS ARQUIBANCADAS.

GABRIEL BARBOSA – 9.5, ALGUNS PODEM ATÉ ACHAR A NOTA EXAGERADA, MAS A ATUAL DE GABIGOL JUSTIFICA! O JOGADOR MARCOU DOIS GOLS, DEU ASSISTÊNCIA PRA UM, FOI MUITO IMPORTANTE NA MARCAÇÃO PRESSÃO NA SAÍDA DE BOLA DO GOIÁS ROUBANDO ALGUMAS BOLAS “INCLUSIVE NA QUE RESULTOU EM UMA ASSISTÊNCIA SUA PARA O GOL DE ARRASCAETA”. NEM DE LONGE LEMBROU O GABIGOL DE QUARTA E DE OUTRAS PARTIDAS. ATUAÇÃO PRATICAMENTE PERFEITA DO CAMISA 9 RUBRO NEGRO.

SUBISTITUTOS;

RODINEI – 7.5, O LATERAL RIDINEI MERECEU A NOTA POIS COMO DIZEM NO MEIO DO FUTEBOL “ENTROU NA BOA” COM A PARTIDA RESOLVIDA. O LATERAL ENTROU NO LUGAR DE RAFINHA, MAS AINDA TEVE TEMPO DE MOSTRAR ALGUMAS JOGADAS, INCLUSIVE UMA ASSISTÊNCIA QUE SÓ NÃO TERMINOU EM GOL POR CONTRA DA ISOLADA DE B. HENRIQUE.

CUÉLLAR – 7.0, O VOLANTE COLOMBIANO TEVE POUCOS MINUTOS EM CAMPO, ENTROU NA PARTIDA NO SEGUNDO TEMPO NO LUGAR DE ARÃO, MAS AGREGOU VALOR NA SAÍDA DE BOLA COM PASSES PRECISOS. PRATICAMENTE NÃO FOI EXIGIDO NA PARTE DEFENSIVA POIS O TIME DO GOIÁS ESTAVA NAS CORDAS E NÃO AGREDIA O FLAMENGO A PARTIR DA ENTRADA DE CUÉLLAR EM CAMPO.

VITINHO – 7.0, O ATACANTE ENTROU BEM NA PARTIDA, SENDO BEM AGUDO, PARTINDO PRA CIMA DA ZAGA DO GOIÁS E ASSUSTANDO O GOLEIRO COM BONS CHUTES DE FORA DA ÁREA. “UM DELES INCLUSIVE MERECIA ENTRAR”. AOS POUCOS VITINHO PARECE ESTAR RECUPERANDO A CONFIANÇA DOS TEMPOS DE BOTAFOGO, CSKA E INTERNACIONAL, E ESTANDO EM FORMA E CONFIANTE VAI SER IMPORTANTE PARA O FLAMENGO.



TÉCNICO JORGE JESUS - 10, O PORTUGUÊS ESTROU COM LOUVOR DIANTE DE UM ESTÁDIO LOTADO. IMPÔS A SUA EQUIPE UMA FILOSOFIA DE JOGO BEM OFENSIVA QUE IMPEDIA O ADVERSÁRIO DE JOGAR. NO SEGUNDO TEMPO FEZ SUBSTITUIÇÕES "BUROCRÁTICAS" PARA POUPAR ALGUNS ATLETAS JÁ VISANDO O JOGO DE VOLTA PELA COPA DO BRASIL.

POR MIGUEL BOENTE

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Athletico x Flamengo jogaram "A Europeia" e fizeram um dos melhores jogos da temporada - Por Miguel Boente



A ansiedade das torcidas brasileiras pela volta das competições domésticas acabou! Ontem teve reinício a Copa do Brasil com três partidas “ambos em bom nível”, mas das três, a que mais chamou a atenção da torcida “antes, durante e depois de sua realização” foi o jogo entre Athletico Paranaense e Flamengo na noite gelada de Curitiba. O jogo terminou com os termômetros marcando 6 graus, mas a partida dentro de campo ignorou a temperatura ambiente e entregou as duas torcidas tudo aquilo que elas imaginavam.

Claro que antes da bola rolar os torcedores das duas equipes apostavam em vitórias dos seus times, mesmo a torcida do Flamengo sabendo que o retrospecto do rubro negro carioca na Arena da Baixada é desastroso! “Para se ter ideia, nos últimos 20 anos o Flamengo só venceu uma partida no campo adversário, foi na Copa Sul-americana de 2011 com uma atuação de gala de Ronaldinho Gaúcho pelo Flamengo”.



Eu, mais precavido apostei em um empate, e por isso “particularmente falando” fiquei satisfeito com o resultado, pois é totalmente aceitável um empate jogando fora de casa com torcida contra, ambiente adverso e um excelente time como adversário.
Hoje, sem sombra de dúvidas os paranaenses possuem um dos melhores times do país! Muitos de imprensa bairrista ainda não colocam o Athletico em pé de igualdade e até de superioridade com clubes cariocas e paulistas para não darem o braço a torcer, mas em termos de estrutura e resultado o time do Paraná da de goleada em muitos “grandes” do futebol brasileiro.



Falando do jogo em si, o Athletico em casa fez o que se esperava dele! Foi pra cima do Flamengo com apetite de time protagonista, encurralou o time carioca no primeiro tempo, foi amplamente superior e merecia ter terminado a primeira etapa pelo menos com um placar de 1x0. O Flamengo iniciou mal a partida, talvez por ainda estar se adaptando ao novo esquema de jogo, o 4-4-2 “típico dos antigos times da Inglaterra” com duas linhas de quatro bem definidas e dois atacantes mais enfiados. Porém, claramente o time se ressentiu do clássico camisa 10, ou seja, aquele jogador que rege o meio campo, recebe e distribui jogadas, as jogadas ofensivas do Flamengo na primeira etapa praticamente não existiram, pois o time pegava a bola e ficava sem muitas opções de saída de jogo, e os paranaenses no abafa logo recuperavam essa bola e partiam para o ataque.

E a bola mais produtiva do time do Athletico foram os lançamentos longos as costas da zaga carioca, perdi até a conta de quantas vezes o ataque do Athletico no primeiro tempo conseguiu sair com a bola limpa diante do gol para ou finalizar a jogada ou tocar para algum outro jogador mais bem posicionado.

No segundo tempo o Athletico continuou na pressão, e graças a intensidade de jogo abriu o placar com o zagueiro Léo Pereira antes dos 5 minutos. Após o gol os paranaenses ainda continuaram em cima do Flamengo em busca de um segundo gol.

Foi quando entrou em cena o técnico Jorge Jesus, que ao contrário do antigo técnico Abel Braga, não fez troca de 6 por meia dúzia, ele mexeu no esquema tático da equipe colocando Diego e Everton Ribeiro para poder armar jogadas para o Flamengo.



Coincidentemente, o Flamengo empatou a partida ainda com a primeira formação enquanto as substituições se desenrolavam. Gabriel recebeu um passe de lateral de Renê, se livrou facilmente do zagueiro do Athletico e empatou o jogo aos quase 20 minutos da segunda etapa.

A partir daí, com a moral do gol de empate e as mexidas no time, o Flamengo passou a dominar a partida entre os 20 e os 35 minutos do segundo tempo, podendo nesse espaço de tempo até ter virado a partida, faltou realmente muito pouco pro time carioca fazer 2x1.

Passado este momento o Athletico fez alterações que o tornaram ainda mais ofensivo, e Jesus respondeu colocando Piris da Mota para voltar a fechar o meio-campo do Flamengo que estava muito exposto ao estilo de jogo atleticano.

O que se viu dos 35 aos 55 minutos do segundo tempo foi um Flamengo defendendo o resultado do empate, “mas sem abdicar do jogo ofensivo” e um Athletico querendo a qualquer custo a vitória, pois os paranaenses sabiam que seu retrospecto fora de casa era ruim.

Ainda sobre o jogo, o torcedor do Flamengo que criou expectativa sobre a estreia do lateral Rafinha, recém contratado, teve que esperar, o jogador não foi utilizado pelo técnico português durante o confronto de ontem.

Sobre a arbitragem de Anderson Daronco, o que dizer? Os três gols do Athletico Paranaense realmente foram bem anulados! É claro que a torcida se irou contra o fato, pois no calor da partida as vezes não se entende que a decisão de anular os gols foi a correta.

Mas os dois lances mais polêmicos da partida na minha interpretação particular, houve um erro muito grave e um acerto. Qual o erro? Diego Alves realmente pegou a bola com as mãos fora da grande área, o goleiro do Flamengo deveria ter sido expulso de campo, e talvez com um jogador a menos em um confronto tão equilibrado, o resultado final da partida poderia ter sido outro!




Já no que diz respeito ao suposto pênalti do lateral Renê em Marcelo Cirino, realmente a penalidade aconteceu! Porém, na origem da jogada “em um lance interpretativo” houve uma carga faltosa em cima do zagueiro do Flamengo, o que invalidou a jogada posterior, no caso o pênalti que seria a favor dos paranaenses.

Na minha opinião “falando novamente do jogo” foi um dos melhores jogos do ano no futebol brasileiro! Fazendo até uma comparação a grosso modo “minha opinião, ninguém precisa concordar” esse Athletico x Flamengo foi melhor que todos os jogos da Copa América juntos!

As equipes se entregaram 100% em campo. Não faltou raça, disposição, técnica e tática as equipes! Ambas estão de parabéns. O que só aumenta a expectativa para o jogo da próxima semana no Maracanã.

Com certeza as duas equipes vão jogar pra frente em busca do resultado. E não se engane, o Athletico apesar de ter campanha desastrosa fora de seus domínios não pode ser desprezado. Um vacilo do Flamengo e a vaga das semifinais pode ficar com o furacão.

POR MIGUEL BOENTE

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Brasil ganha a Copa América, teoria do copo meio cheio ou meio vazio, de que lado você está? - Por Miguel Boente



A seleção brasileira de futebol conquistou na noite de ontem no estádio do Maracanã o seu 9º titulo da Copa América ao bater a seleção peruana pelo placar de 3x1. Quais lições podemos tirar da conquista desta taça? Até que ponto ela foi benéfica para o nosso futebol?

Vamos recapitular algumas coisas até chegar ao título. O burburinho em torno da nossa seleção não vem de hoje! As cobranças não apenas por resultados, mas também por bom futebol vem desde a Copa da Rússia que terminou um ano atrás.

De lá pra cá a seleção não fez nenhuma grande partida, e olha que jogou amistosos bem desqualificados. “Ou alguém considera aqueles 7x0 na véspera da Copa América como excelente resultado?”.

Temos que entender que no futebol, jogar bem nem sempre significa encher a carreta de gols, e jogar mal nem sempre significa falta de gols. As vezes boas atuações esbarram na atuação excepcional de um goleiro adversário, em gols mal anulados, situações que te levam a empatar e até mesmo perder uma partida, o que muitas vezes consideramos como resultado injusto.

Assim como em contra partida as vezes mesmo atuando mal “na conta do chá” se conquista alguma coisa, e é exatamente neste ponto que entra a seleção brasileira de Tite.

Dois seis jogos feitos pela nossa seleção nesta Copa América, qual você elege como sendo aquele irretocável, sem margens para qualquer tipo de comentário? A goleada sobre o Peru na primeira fase? A vitória sobre a Argentina? O próprio jogo de ontem que nos deu a taça?



Eu, sinceramente não observei nada que me enchesse os olhos nesses jogos que o Brasil fez na Copa América! Pelo contrário, em muitos momentos deu vergonha alheia e impaciência assistir as partidas, salvo algumas atuações individuais a participação do Brasil na competição não merece mais do que uma nota 6.

Sabe aquela frase? “Em terra de cego quem tem um olho é rei” pois é, ela se aplica perfeitamente a nossa seleção! Infelizmente o nível técnico desta Copa América foi fraco ao extremo. Seleções se arrastando em campo, nenhum grande jogo que daqui a 10 anos seja lembrado, a Copa América passou de passagem pelo Brasil e só vai ser lembrada pois foi ganha por nossa equipe.



Esta foi a competição que cedíamos que sem sombra de dúvidas foi a mais fria. Tudo colaborou um pouco, os altos preços dos ingressos que só deu chance da elite acompanhar as partidas em loco nos estádios, pelas ruas do país o depoimento das pessoas e até de grande parte da imprensa “principalmente a independente, comprometida com a verdade dos fatos” dava conta que o cidadão comum não estava nem aí pra essa copa. Nenhuma rua pintada, nada de bandeiras do Brasil nos prédios e casas, poucas reuniões de amigos para curtirem juntos as partidas da seleção, como sempre foi tradição em todas as copas, seja ela do mundo, olimpíadas ou copa américa.

Nem de longe essa conquista se compara como por exemplo aquela de 2004 quando Adriano imperador empatou um jogo contra a “verdadeira” seleção Argentina e ganhamos a copa nos pênaltis, ou até em 2007 quando os Hermanos ainda tinham uma seleção forte e foi gostoso ganhar outra copa em cima deles e dando baile, mas contra o Peru “com todo respeito ao povo e a seleção peruana que prestaram grande papel e tiveram uma excelente participação na competição” não é a mesma coisa, não tem o mesmo sabor.

Ganhamos a Copa com um técnico que teve lá suas convicções, convocou um time para ser campeão “em tese” não quis arriscar “mais uma vez” seu emprego ou o respeito da mídia e de parte da torcida, convocou um monte de medalhões deixando de fora muitos jogadores que mereciam serem testados, tudo em nome de uma conquista que acabou vindo “bom pro Tite, mas péssimo pra seleção” pois se o nosso técnico for continuar “há rumores que ele pode se demitir a qualquer momento por conta de insatisfações internas com a CBF” é possível que ele continue com as mesmas convicções de sempre, afinal vem aí as eliminatórias para copa do Catar, que não é um campeonato fácil, e a pergunta que não quer calar é “Tite fara experiências nas eliminatórias afim de dar oportunidades a novos jogadores e permitir que a seleção se renove, ou a cobiça pelos próximos 3 pontos é que sempre irão vir na frente de qualquer coisa?”.

TALENTOS INDIVIDUAIS: Muitos entraram na Copa América com uma certeza e saíram com outra. Uma delas dava conta do promissor David Neres que fez uma campanha sensacional com o Ajax na Uefa Champions League, o jogador chegou como o cara que ao lado de jogadores como Neymar, de repente poderiam decidir algo em torno da seleção, mas o que se viu foi o brilho de Neres ser totalmente ofuscado por Everton Cebolinha do Grêmio que desde a estreia da seleção no Morumbi contra a Bolívia vinha pedindo passagem, e aos poucos suas atuações convenceram Tite de que a sua titularidade era algo normal a ser conquistado.



Muitos afirmam que Cebolinha só teve esse espaço pois Neymar que é o dono da posição não jogou a Copa América “Falando nisso, alguém aí sentiu falta do Neymar?”. Porém, como tudo na vida, as vezes o destino conspira a favor, com Neymar fora de combate coube a Everton se impor contra seu rival de posição e conseguir a titularidade, e ele foi peça chave assim como Daniel Alves para a conquista da competição.

E o que falar de Daniel Alves? Lateral interminável, se reinventa a cada competição. Muitos criticaram a convocação dele por ser um dos medalhões, uns dos que dariam segurança a Tite para desenvolver o trabalho na seleção, sem falar que em nada Dani Alves teve responsabilidade na Copa da Rússia, pois nem lá estava. O lateral brasileiro jogou muita bola, tecnicamente em uma forma exuberante, taticamente “coletivamente” sendo decisivo para nossa equipe, sem falar na força de vontade e raça, que devem ser fatores preponderantes para vestir a camisa amarelinha da nossa seleção. “Coisa que algumas celebridades travestidas de jogadores jamais irão ter e muito menos entender”.



Nossa zaga central “composta pelos jogadores do PSG, Marquinhos e T. Silva” também se comportou bem na competição, assim como o goleiro campeão da Champions pelo Liverpool Alisson. Tudo bem que não fomos muito exigidos, mas nas vezes que o Brasil foi atacado o sistema defensivo deu conta do recado. Pior seria se em um torneio meia boca como esses nossa zaga fosse um queijo suíço.



O que fica da Copa América é isso, apenas o título, não há legado nesta conquista! O legado da nova seleção brasileira tem e deve ser feito a partir de agora, da preparação para eliminatórias, jogos olímpicos de Tóquio no ano que vem. A Própria edição extra da Copa América onde a seleção entrará como campeã e será testada a mostrar ao mundo que pode ser realmente a melhor do continente fora de casa. Mas principalmente, que se faça um trabalho sério visando a copa de 2022, onde o Brasil irá “comemorar” 20 anos do penta. Com hexa? Hoje diria que não!

Se nada mudar na seleção, não temos equipe para ir além de uma quartas de final de Copa “imaginando que nesta fase enfrentaremos a nata do futebol mundial”. É preciso muito mais do que temos se quisermos voltar a ser campeões do mundo, e sinceramente eu espero que a conquista da Copa América seja um ponto de partida para um novo ciclo, e não uma cortina de fumaça para mais do mesmo!

POR MIGUEL BOENTE

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